segunda-feira, 31 de maio de 2010

verbalize


Tudo tem um começo, meio e fim.
Por mais incrível que possa parecer, descobri que não necessariamente nessa ordem.
Não sei dizer se tudo realmente acaba, mas tenho clara em mim a certeza de que tudo o que eu fiz, que errei, construí e destruí fez de mim o que sou hoje, e que eu ainda estou no começo. Sim, já estive no fim, sem ter passado pelo meio.


Confuso.



Perfeita não, eu não sou e nem gostaria de ser. Longe disso. Sou o tipo de pessoa que não me contento com pouco mas também não me cego por ambições.
Passei da fase de provar o que eu tenho e o que posso pras pessoas, da fase de precisar de auto-afirmações, gestos e palavras pra ser feliz.
Pra ser feliz, eu preciso do simples.
Preciso do sentir, do sorrir e do viver.

Reparei que verbos são mais quentes do que substantivos.
Amar é maior que o amor, porque o amor todos sabem o significado, mas amar é para poucos.
Eu vou morrer, mais dia menos dia, mas isso não significa o meu fim.

Viver.
Viver é diferente de vida. Todos tem uma, mas poucos sabem como transformá-la em verbo.
Abuse dos verbos com vontade, abraçar, viver, beijar, sorrir, dançar, cantar.. e amar. Amar sempre, no meio, no fim, e no começo.

listen


I'm more than what you made of me
I followed the voice you think you gave to me
But now I've gotta find my own, my own.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

irresistível


difícil pela quinta vez.


É difícil enxergar a verdade. A verdade nua, fria e crua, como ela realmente é. É difícil enxergar um amor menor e mais fraco que o seu, exatamente quando você precisa de alguém pra compartilhar seus dias ruins, desanimadores e opacos.

A vida não caminha mesmo como a gente espera, quem a gente não ama quase sempre ama a gente, e vice-versa. Manias, vícios e defeitos se tornam grandes obstáculos na nossa vida, e a felicidade está exatamente nessa superação, que é para poucos. Pouquíssimos.

Tomar uma decisão é ainda mais difícil, escolher um caminho e segui-lo pensando no que teria do outro lado, dói e enfraquece. Mas é isso, estamos ai pro que der e vier, e tudo o que acontece tem razão, cabe-nos encontra-la.

Mas que é difícil, é. Ás vezes, eu sinto, ela queria largar tudo, desistir de todos, e não atender nenhum telefonema. Nunca mais.

E pensar que aquelas tardes podem não se repetir jamais, que o sorriso pode mudar, dói demais.

domingo, 23 de maio de 2010

odeio


eu simplesmente ODEIO quando pessoas não têm paciência nem tempo para mim.