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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

escrever

é enfiar o dedo na garganta.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

como um adeus.

Foi só quando a chave girou que eu percebi tudo. Aquela cena se repetia. Porém, não, dessa vez eu não me renderia.
Ao se aproximar de mim, seu perfume ficou ainda mais convidativo. Senti sua mão no meu ombro e estremeci, acontecia uma luta dentro de mim. Te abracei pra ganhar tempo e apertei seu corpo para mais perto de mim. Foi como um adeus. Respirei e me afastei, e você sentiu aquilo como um convite, e sorriu pra mim se aproximando novamente. Sacudi levemente a cabeça quando num movimento rápido você puxou meu rosto para o seu. No instante seguinte, minha mão ardia e pude ver meus dedos marcados na sua face esquerda. Meu peito arfava de medo da sua reação, já que se você devolvesse o tapa meu pescoço podia quebrar. Mas você recuou um passo, atordoado; e, antes de destrancar a porta, virou-se e me olhou fundo nos olhos dizendo: “me perdoa”. Sua voz falhou e eu senti meu rosto queimar. Quando já não podia ouvir seus passos, me deixei cair. Você não conseguiria mais nenhum beijo meu. Era meu dever dar-lhe aquilo que você precisava, não mais o que você queria, por mais que aquilo me doesse. E como doeu.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

expectativa


Na verdade, foi difícil e fácil ao mesmo tempo.
Eu fiz uma escolha durante meus dezessete anos sem perceber. E ontem, preenchendo minha inscrição do vestibular me dei conta de que a minha escolha definitiva deveria ser tomada ali. Claro que eu fiquei com um medinho de não dar certo, mas eu sou tão apaixonada e quis tanto esse curso, que eu logo tive certeza de que aquilo era o que me faria feliz.
A Psicologia foi meu único amor à primeira vista. É verdade quando dizem que só existe um.
Tive vontade de saber do que se tratava antes de aprender sobre raiz quadrada. Acho que foi nesse momento que eu tive noção do que eu queria pra minha vida. Foi por não ser uma ciência exata e por tratar do conhecimento da alma, por não envolver muitos números. Porque eu sempre achei que o cérebro é o princípio de tudo. Porque eu sempre quis entender tudo o que estava por trás de certas ações e pensamentos.
Porque tudo tem um porque.
E, finalmente, porque eu acho que tudo tem uma razão de ser.
Posso ganhar um milhão de reais que eu jamais vou deixar isso de lado.

Ouvi dizer que quem estuda esse tipo de coisa certamente tem algum problema psicólogico fundamentado.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

peguei um trem e um metrô


Acordei cedo. Comecei mal. Logo de cara, entraram dois meninos com bolsa nas costas falando "Freegells! Freegells!" super rápido e indo de uma ponta à outra com uma caixinha na mão. Na primeira estação, eles saíram na correria e ainda pude ouvir essas palavras: "Caralho, um puta vagão cheio desses e eu não vendi merda nenhuma!". Repeti as palavras pra minha mãe e desatamos a rir da desgraça alheia. Ele queria todo mundo procurando um real pra chupar bala as nove da manhã? Hm.
A loira da cadeira da frente falava que o marido era um corno e a amiga ria como se aquilo fosse muito mais engraçado do que constrangedor. Depende do ângulo. Eu tive certeza que o vagão todo acompanhava a história e se perguntava o mesmo que eu "O que é que essa imbecil tem na cabeça pra chamar o próprio esposo de corno em voz alta?".
Apesar de ser melhor e muito mais rápido, no metrô eu passei tempo suficiente pra confirmar o quanto esse mundo é.. estranho. Todo mundo é.
Entrei no vagão e pá! Levei uma tossida no cabelo que minha franja até mudou de lado. Tossi alto(forçadamente) com a mão na frente pro otário ver como se faz. Minha mãe riu.
Tinha um casal encostado na porta que não parava de se agarrar, e uma guardinha de boina falava no celular tão alto que eu fiquei encarando com a maior cara de cú só pra ela se tocar. Não, ela não se tocou, que novidade!
Acho que pensavam de mim coisas do tipo "Que cabelo mais fuá!" ou "Nariz estranho, olhos grandes demais, tá se achando".
Pelo menos foi um dia só, e nunca mais verei essas pessoas novamente. Sem preconceito, é claro, trem e metrô é uma ótima opção, mas tem gente..

quarta-feira, 28 de julho de 2010

boa vizinhança


Tenho mania de ler na varanda. Não há nada de incomum nisso, mas parece que bairro todo PARA pra fazer palhaçada quando quero me concentrar. Não que eu não goste de rir do vexame alheio, eu só queria ler em paz.
Noite passada o Bradesco marcava 15ºC e quase meia noite quando me enrolei no edredom e fui.
Em menos de meia hora, o primeiro episódio..
Um guri estava passando entre os carros e bateu de mão aberta num sedan, provocando o maior eco. A menina que estava com ele só sabia rir, e deu gritinhos histéricos quando, ao passar pela porta do hall que ele segurava pra ela, ele tascou-lhe um tampa na bunda. Ambos trançavam as pernas, e ele mal se mantinha em pé.

Depois, foi a vez de um guincho trazer um carro. Pensa naquela sirene mais lenta mas não menos irritante que a de uma viatura? Então.
Marquei meu livro e esperei o momento daquele guincho sumir, as pessoas tirarem suas cabeças da janela e o silêncio voltar a reinar.

Num curto momento de paz, outro acontecimento. Um zumbido..que foi aumentando.. Até que.. LADY GAGA. O cara do fumódromo do 1º andar saiu na varanda de madrugada pra.. ouvir Lady Gaga?
Claro que eu achei normal um cara de quase 2 metros de altura ouvir Paparazzi.
Assim que a música acabou ele entrou, eu acabei fazendo o mesmo ao ouvir um casal lá de cima esgotando a cota de palavrões numa DR.
Decidi ler no quarto, mesmo, onde eu sei que no máximo, meu celular toca.

terça-feira, 27 de julho de 2010

chamar o guincho?


Acordei pensando no meu futuro. Pensando em como as coisas ficarão quando eu ser independente. Em entrar no mercado e colocar no carrinho o que quiser sem ter que dar satisfação, comer unha e cuspir no chão (nojenta) e colocar os pés no sofá. Enfim, o tipo de coisa que eu ainda não posso fazer.

Nisso tudo, me imaginei dirigindo. Eu vou ter tanto medo de acabar a gasolina que olharei constantemente o marcador. Vou andar a 40km/h e olhar sempre pro retrovisor pra não matar motoqueiros. Vou buzinar pra cada veado que ousar me fechar ligar o parabrisa mesmo com uma garoa.


Mas um dia, meu pneu pode, de repente.. furar.
Fico imaginando que eu faria numa situação dessas.

Pararia no acostamento? Chamaria o guincho? Me aventuraria a usar o macaco e correr o risco do carro cair em cima de mim?
Eu não sei. E se meu celular, mesmo em minha independência, estiver sem crédito? Como eu vou ligar pra alguém vir ajudar?
Eu não vou me dar ao luxo de chamar alguém, senão esse papo de independência mia, muito menos pra arrumar o pneu do MEU carro, que EU furei. Então eu decidi que, a primeira coisa que eu farei quando comprar um carro, vai ser fazer um supercurso de 'como trocar seu pneu furado'. Independência, né?


Isso realmente me fará independente.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

sim, me acorde.


Descobri uma coisa.
Eu sou sonâmbula, colega.
Na madrugada de hoje acordei do lado contrário no qual costumo dormir. Tipo, com os pés no travesseiro e a cabeça no 'pé da cama', manja?
De fato, isso já havia acontecido comigo há uns 10 anos atrás, mas achei que era palhaçada: minha mãe disse que eu fui fazer mamadeira pra minha irmã às três da madrugada. Virei piada por uma semana aqui em casa.
Porém, hoje 4am abri meus olhos e me vi deitada diferente. Obviamente, dei uma de James Bond e fui perguntar o que havia acontecido, até porque a porta do quarto estava aberta (só consigo dormir com ela completamente fechada) e alguém poderia te entrado e me zuado.
Acharam bizarro, é lógico. Ninguém havia entrado lá, mas me ouviram levantar e ir à cozinha.
Fiquei chocada com isso. Eu sou sonâmbula. Eu sou sonâmbula!

E se um dia eu me matar? Sei lá, confundir minha cabeça com um presunto e tchanan, morri-me?
Corri pesquisar sobre o assunto na internet. A primeira palavra pra definir um sonâmbulo já é assustadora: é um TRANSTORNO.Sou transtornada. Ok.
"A sua causa é desconhecida e não há tratamento eficaz."
Agora preciso seriamente conversar com todos aqui de casa e dizer para me acordarem, sim, caso eu esteja andando por aí de olhos fechados. “Você pode assustar um sonâmbulo, e ele pode ficar muito desorientado e ter reações violentas ou confusas, mas nunca ouvi falar de nenhum caso documentado de alguém que tenha morrido ao ser despertado”, diz Michael Salemi do Centro Califórnia para Distúrbios do Sono. O perigo do sonambulismo está mais ligado àquilo que o sonâmbulo pode encontrar ao sair por aí em seus devaneios noturnos.

Fico pensando se um uma noite, em meio a esse transtorno, eu decidir tomar banho e me afogar com o chuveiro. Culpem minha mãe.

sábado, 3 de julho de 2010

nada como um dia após o outro


Quer saber? Eu quero mesmo é que se dane todo esse povo despeitado e arrogante que está “feliz” com o resultado do Brasil na Copa. Brasileiros assim sobra e têm que se ferrar mesmo!
Aham, sou do contra!
Gosto do Dunga, fiquei com dó ao ver Júlio César aos prantos e acho meio injusto esse povo que nem sabe porra nenhuma de futebol ficar repetindo tudo o que escuta dos 80% de otários que a Globo colocou pra comentar.
Ninguém ainda percebeu que a Globo está manipulando todos contra a Seleção Brasileira porque Dunga não cedeu exclusividade à essa merda de emissora? Ok, Band é uma bosta e aquele Neto é um.. viado. Fora a Renata Fan que é melhor eu nem comentar pra não vomitar. Mas assim, esses merdinhas microfonados não sabem o que é dirigir uma Seleção Brasileira, alguns nunca sentiram o peso da camisa verde e amarela (já disse, ALGUNS) e ficam criticando Dunga.
Realmente, ele deveria ter convocado um Ganso ou um Hernanes. Talvez isso tenha feito uma baita diferença, mesmo. Mas já foi.
Porém não foi só reservas e apoio que faltou.
Faltou respeito. Debocharam de Dunga e de jogadores que dias atrás foram protagonistas de alegrias brasileiras. Ele fez um belo trabalho (numerosas vitórias- jogar bonito não ganha jogo) e não é novidade pra ninguém que jogador não gosta de concentração. É claro que é ruim, é confinamento! Adriano não merecia ir MESMO!
Mas é isso aí, vou deixar esses estúpidos falarem frases decoradas como “Eu já sabia”, “Eu avisei” e “O Dunga é burro” porque desse tipo de patriotas, eu estou é saturada. Afinal, ontem foi o Brasil, amanhã pode ser outro. Hoje foi a vez dos nossos hermanos:


CHUUUUPA ARGENTINA, CHUUUPA DIEGO MARADONA! *-*
Não te vimos pelado, mas te vimos tomar de quatro. E aí é humilhação, minha gente!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

chama-se vingança

Não sei você, mas eu odeio quando estou dormindo deliciosamente e de repente sou arrancado desse estado periódico e diário. Aconteceu isso nesta manhã.
Meu pai tinha saído com a minha irmã e, como sempre, eu estava dormindo profundamente. Sonhava com uma viagem, passáros e fadas.. coisas que não vêm ao caso.
De repente, meu telefone chama.. "Tô sonhando, tô sonhando, não acorde!"
Insistentemente.. "Alguém o atenderá, por favor, não acorde!"
E não parava: "Puts, se eu levantar e ele parar, me mato. Mas vai que é importante, vai que alguém morreu!"

Levantei correndo, com medo de demorar e perder a chamada.
"Alô? Ah, ela não está. Tá bom, de nada. Tchau."
Isso me deu no sangue. Meu coração está com batedeira até agora, por causa de uma merda de ligação das amiguinhas da minha irmã, que não têm o que fazer e ficam jogando conversa pro ar. Mas tudo bem, eu já tive onze anos. Mas eu não tinha uma irmã que queria dormir e não gostava de ser acordada. Se eu tivesse, eu respeitaria, é claro. Agora que a dondoca chegou, repassei o recado errado só de raiva. Disse que era outra guria, e ela ligou pra amiga errada. Ri histerica e internamente.
O legal foi vê-la envergonhada se desculpando pelo mal entendido e me chamando de burra. Burra, aham.. MUAHAHAHAHAHAHA
Mostrei aquele V nos dedos. V de vingança.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

o maxilar dos piá!


As pessoas normais têm tara por garotos que usam franja, boné, piercing no nariz, louro ou que tenha uma moto.

Como sempre, eu sou a estranha.
Eu não olho pra nada do que as pessoas acham plausível. Tá, só pra bunda, mas como eu já tenho meu namorado, só olho pra dele, porque as dos outros não me interessa.

E essa minha esquisitisse se aplica ao meu namorado, cara. Eu não vi se ele tem olhos claros ( o olho dele é castanho claro, lindíssimo, mas enfim), piercings ou se ele tinha moto.
Eu olhei pro queixo! Eu sou viciada em maxilar. Adoro os maxilares quadrados, ainda mais com um belo sorriso. É, eu sei que é bem estranho. Mas quando eu flertava, eu sempre reparava nisso. Se ele tivesse um maxilar estreito, fraco e indefinido.. perdeu, playboy. nn


Todo homem lindo e maravilhoso tem um queixo lindo e maravilhoso, é lei! E sem covinha!
Se eu disser que por ironia do destino, meu namorado tem um queixo diferente do que eu gosto.. estarei mentido, RS! Sim, ele tem um maxilar forte que me conquistou à primeira vista!
E pra isso não virar uma declaração cafona de amor, vou terminando por aqui.
E, sim, eu sou estranha, mas as vezes é legal parar de reparar na bunda, porque dela só sai merda (pô, não era pra ser um trocadilho).

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Vão roubar minhas malas!


Sempre achei o setor de entregas de bagagem um verdadeiro suplício.

Entende o que quero dizer?

A ansiedade começa no momento em que chego ao setor de desembarque e fico em pé junto a esteira rolante. É quando me convenço de que todas as pessoas simpáticas e educadas com as quais compartilhei uma viagem aérea transformaram-se em terríveis ladrões de malas. E de que cada uma delas está espiando a esteira rolante com o objetivo expresso de roubar minha bagagem.

Fico próxima da esteira, em pé, com o rosto contraído, desconfiado.

Finalmente, quando vejo minha mala surgir, tenho tanto medo de que alguém vá roubá-la que não consigo ficar em pé, com paciência, para esperar que a esteira a entregue a mim no devido momento. Em vez disso, corro por toda a extensão do setor das bagagens para pegá-la, antes que outra pessoa o faça. O caso é que, em geral, é impossível romper o cordão apertado dos carrinhos das outras pessoas. Então, minha mala navega serenamente e passa por mim, circulando inúmeras vezes pela sala antes que eu seja capaz de agarrá-la.

É um pesadelo!


É, eu sei, eu sou muito estranha.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

não é porque a comida está horrível.


A maneira como reajo à comida, quando estou perto de um homem, é um barômetro seguro de como me sinto em relação a ele. Se não puder comer, significa que estou louca por ele.
Quando consigo tomar suco de laranja e algumas torradas de manhã, é o Fim do Começo.
E na ocasião em que termino de comer a comida deixada no prato dele, já acabou tudo.
Isso, ou então me caso com ele.








Bem, o modelo era esse, até aquele momento.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

e antes de ir embora


seguir o meu caminho, quero te olhar um pouco e sonhar que o destino é junto a ti, amor.






fica um segundo aqui e me faz companhia.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

irresistível


difícil pela quinta vez.


É difícil enxergar a verdade. A verdade nua, fria e crua, como ela realmente é. É difícil enxergar um amor menor e mais fraco que o seu, exatamente quando você precisa de alguém pra compartilhar seus dias ruins, desanimadores e opacos.

A vida não caminha mesmo como a gente espera, quem a gente não ama quase sempre ama a gente, e vice-versa. Manias, vícios e defeitos se tornam grandes obstáculos na nossa vida, e a felicidade está exatamente nessa superação, que é para poucos. Pouquíssimos.

Tomar uma decisão é ainda mais difícil, escolher um caminho e segui-lo pensando no que teria do outro lado, dói e enfraquece. Mas é isso, estamos ai pro que der e vier, e tudo o que acontece tem razão, cabe-nos encontra-la.

Mas que é difícil, é. Ás vezes, eu sinto, ela queria largar tudo, desistir de todos, e não atender nenhum telefonema. Nunca mais.

E pensar que aquelas tardes podem não se repetir jamais, que o sorriso pode mudar, dói demais.