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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

tomorrow is a different day


E hoje voltou com tudo.
Foi só abrir sua foto para aquele sentimento jorrar de dentro de mim mais uma vez. Olhar nos teus olhos e me deixar afetar pelo mesmo olhar que um dia me encantou.
A verdade é que eu queria deixar isso pra lá, queria ser pra você o que você é pra mim.
Aquele dia já seria especial.
Mentira.
Ele não significaria um milésimo do que significa hoje, se não fosse por você. Que droga.
Tudo culpa sua; culpa da sua gentileza, seu sorriso simples, sua beleza sincera.
Eu passei a manhã seguinte inteira falando de você. Falando da agradável madrugada que passamos juntos e como suas ideias me tinham afetado.
E olha eu aqui. Tanto tempo já se passou, e ainda é você. Sou capaz de repetir perfeitamente tudo aquilo, como se fosse hoje. Sou capaz de me apaixonar por você todos os dias. E não porque você me conquista todos os dias.
É que eu tenho memória. E ela traz à tona minha mais profunda e secreta lembrança. A primeira, tão viva quanto a última.

Hoje voltou com tudo.
Só por hoje.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Idéia agradável, Mario Quintana

Qualquer ideia que te agrade,
Por isso mesmo.. é tua.
O autor nada mais fez que vestir a verdade,
Que dentro de ti se achava inteiramente nua.

you'd be mine

Maybe if I told you the right words at the right time
you'd be mine.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Dois pesos, duas medidas

Sinto na pele agora a dor de tirar o band-aid. Nenhuma.
Talvez por pensar que seria insuportável, talvez por deixar o machucado fechado por tempo maior que o necessário. Era medo.

Teus olhos disseram tudo o que sua boca calou. Teimavam em entregar tudo aquilo que tanto você quanto eu não queríamos discurtir. There's no way back from here, já dizia nossa velha canção. O que fazer, insistir em quê? Não há estupidez maior do que teimar em pegar a mesma trilha na esperança de encontrar um caminho diferente. Nós somos jovens e somos livres. Eu não sou a solução para os teus problemas, e levou um tempo para eu finalmente perceber que também não sou um deles. Ninguém pode dizer que algo não foi meu porque eu não corri atrás. Eu tentei de tudo. Eu mastiguei a felicidade e te servi com Coca. Até que tomei a grande decisão de dar exatamente o que você pedia naquele tempo, aquilo que me queimava por dentro só de ouvir. Eu consegui.
Eu não desisti de mim, e por isso tirei o curativo.
Eu tirei e não sangrou. Não doeu tanto. Não em mim.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Usando o verbo to be

Esses dias tive um insight sobre a minha solteirice. Conversando com um amigo, ao invés de dizer que eu estava solteira, eu respondi que era solteira. E desde então, essa afirmação mudou minha vida. Ao terminar um namoro, as pessoas enchem o peito pra dizer: ESTOU SOLTEIRA! PRECISO RECUPERAR O TEMPO PERDIDO. Mas o que ninguém para pra pensar é que ser é diferente de estar. Eu estou com dor de cabeça, eu sou baixa.
Algumas coisas mudam: sabemos que a dor vai passar. E a não ser que eu faça uma cirurgia nos joelhos, continuarei sendo baixa. Estar solteiro é estar em uma situação que poucas pessoas aceitam. A impressão que dá quando dizemos que estamos solteiros é que não vemos a hora de começarmos um novo relacionamento. Como se a solteirice fosse uma dor e um novo relacionamento uma solução. Ficamos atentos à todos em nossa volta. Vai caçar na balada e espera encontrar o príncipe que sua mãe sempre sonhou para você, que role aquela química nos olhares e terminem a noite casados. Isso é estar solteiro. É não aceitar a situação. Se seu rolê do sábado a noite tem o intuito de te tirar do 0x0, as chances de acontecer exatamente isso são maiores do que quando você sai pra se divertir, dançar e beber, pois, ao esquecer as pessoas a sua volta, acidentalmente pode esbarrar no cara perfeito. O segredo é não esperar nada.

Não pretendo namorar tão cedo. Posso queimar a língua dizendo isso; a gente nunca sabe o dia de amanhã, mas eu não preciso de ninguém. Nem pra pagar as minhas contas já não preciso, porque eu teria necessidade de um homem? Eu sou tranquila demais pra sair pegando geral, não é pela sua boca que eu vou saber se eu gosto de você ou não.
É óbvio que um carinho faz falta num dia frio, porém não é tão imprescindível ao ponto de você precisar encarar os caras da faculdade inteira achando que pode perder seu príncipe encantado só porque fica de cabeça baixa jogando Sudoku antes da aula.
(Adaptado do texto de Letícia Sanseverini, de 29 de outubro de 2009)

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Encontro, descontração, todo mundo. Alguém.


Madrugada. Cigarro, cerveja e erva. Conversa fiada, cantada sem graça, um quase beijo roubado. Banheiro molhado, cabelo armado, tumulto. Tumultuado. Cigarro. Algumas pessoas. Todo mundo cala a boca. Por favor. Olha mais de perto, que lindo. Você. Não me puxem, não desviem minha atenção. Que grosseria, não é isso. Seu olhar. Que se dane o resto. O seu olhar. O engraçado ali, não tem minha atenção. É só você, você, você. Disfarça. Tá na cara. Não quero ir, então vamos rápido, eu quase caí. Quero voltar. Você está ali. Sentar na escada. Coisa chata. Olha ali. A salvação. Você. Disfarça. Chega mais perto, para de olhar. Seu olhar, seu gesto, seu copo. Você. Eu também, por favor. Deixe esse copo pra lá. Não é bem assim. Não vem interromper. Vou sentar. Que sorriso. Seu olhar. Que olhar. Então está falando de mim. Que piração. Acabou, eu vou. Eu confio. Vamos, enfim. Alguém. Mas não você. Obrigada. Por educação. Era pra ser você. Mas que olhar. Nervoso, nervoso, nervoso. Seu olhar. Entorpece. Arrepio. Frio, frio. Adeus. Daqui três meses. Disfarça. Que olhar é esse, que olhar. Você. Sua boca, seu olhar, você.

Me pegou de surpresa.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

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Constantemente sinto saudade das coisas que perco, mas não as quero de volta.
Já doeu uma vez.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

perfeição


Para a maioria das pessoas, homens e mulheres, existe uma pessoa que a beija como nenhuma outra. FATO.
É isso que eu temo. Tenho medo de não achar mais nenhum beijo legal. Porque eu já tive o meu melhor beijo. Não foi na praia, nem no parque, nenhum lugar especial.
Apesar disso, eu jamais poderei esquecê-lo.
Acho que o beijo tem a ver com sentimentos também. Meus dois melhores beijos foi com os dois caras que eu mais gostei.
Mas um deles, eu amei.
Amor. É uma química diferente.
Você pode estar com um cara que te beija perfeitamente mas, se você não sentir nada por ele, vai ser apenas um 'ótimo-beijo'.
Eu temo o próximo beijo não só porque sei que ele não será tão bom quanto o último. Eu temo também não querer mais me aventurar com ninguém por achar que ninguém mais será tão bom pra mim como ele foi.


quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

o mundo que você me deu.


Tentativas vãs de descrever o que me calou.
Me roubou palavras, e chão, e ar..me roubou de mim.
E a dor some no vazio que o seu beijo preencheu.
Da flor somem os espinhos.. É assim o mundo que você me deu.
Não há sensação melhor, não há. Sinto estar perdida e salva.
Tentativas vãs de libertar o sentido maior que as palavras prenderam quando eu disse: amo você.
Em lugar de mil palavras deixa o instinto se exercer, deixa o íntimo silêncio percorrer só. Apesar de ser tão claro eu não consigo entender.. E apesar de ser tão imenso cabe em mim o mundo que você me deu.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Neutron Star Collision


Agora eu não tenho nada a perder
Não tenha pressa pra escolher
Eu posso te dizer agora, sem um rastro de medo
Que meu amor será para sempre.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

distance


“Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é a saudade. Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade.Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa. Doem essas saudades todas. Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida.Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã. Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.Saudade é basicamente não saber. Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio. Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia. Não saber se ela ainda usa aquela saia. Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada, se ele tem assistido as aulas de inglês, se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua preferindo Malzebier, se ela continua preferindo suco, se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados, se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor, se ele continua cantando tão bem, se ela continua detestando o McDonald's, se ele continua amando, se ela continua a chorar até nas comédias.Saudade é não saber mesmo! Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer. É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso... É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer. Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...”



(Miguel Falabella)

de Vila Longe


Eis a nossa sina:
esquecer pra ter passado,
mentir pra ter destino.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Amor


Dizia o poeta Carlos Drummond de Andrade (1902-1987): "O amor dinamita a ponte e manda o amante passar". Amar não é e nunca será fácil. Até o amor materno passa por suas provações. As complicações, em geral, advêm de influências externas. Da perspectiva bioquímica, amar é de uma simplicidade comovente, mera questão de oxitocina. A substância ativa as áreas da afetividade, ajudando a estabelecer e a fortalecer os vínculos de afeição - seja entre mãe e filho, homem e mulher ou amigos. Quanto maior a produção de oxitocina, maior também a liberação de dopamina, a substância da alegria, responsável pelo controle do sistema de recompensa cerebral. Para a manutenção do amor romântico, a biologia fornece um prazo de validade - em média, quatro anos, o tempo exigido para a concepção, a gestação, o nascimento e os primeiros cuidados com o bebê.

A natureza é pragmática.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

uninvited


Como qualquer uma estaria, estou lisonjeada com sua fascinação por mim. Como qualquer mulher de sangue quente, eu sempre quis um objeto para desejar. Mas você não é permitido, você é inacessível, um infeliz deslize.
Deve ser estranhamente excitante, assistir o inabalável sofrendo; deve ser meio difícil assistir o pastor precisar de ensinamento.
Como um território não mapeado eu devo parecer muito intrigante.
Você, você fala do meu amor como se já tivesse experimentado amor como o meu antes. Mas isso não é permitido, você é inacessível, um infeliz deslize.
Não acho que você seja indigno, preciso de um tempo para pensar.

domingo, 6 de junho de 2010

purple


postura, sorriso fácil e um cabelo bem modelado,

cuidadosa ao se curvar no cumprimento com ar de obrigação.

aquele sofá no meio do caminho e a cozinha cheia, um olhar errado.

fugir dali, sumir.


saudade, formspring, scrap, SMS.


tudo pra evitar aquilo que exatamente aconteceu.

o vermelho parece sem cor, o abraço sem emoção.


às vezes o mundo perde a graça em 5 segundos e as unhas roxas ficam sem harmonia.

anos se passaram, o verde perdeu a chave da porta.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

verbalize


Tudo tem um começo, meio e fim.
Por mais incrível que possa parecer, descobri que não necessariamente nessa ordem.
Não sei dizer se tudo realmente acaba, mas tenho clara em mim a certeza de que tudo o que eu fiz, que errei, construí e destruí fez de mim o que sou hoje, e que eu ainda estou no começo. Sim, já estive no fim, sem ter passado pelo meio.


Confuso.



Perfeita não, eu não sou e nem gostaria de ser. Longe disso. Sou o tipo de pessoa que não me contento com pouco mas também não me cego por ambições.
Passei da fase de provar o que eu tenho e o que posso pras pessoas, da fase de precisar de auto-afirmações, gestos e palavras pra ser feliz.
Pra ser feliz, eu preciso do simples.
Preciso do sentir, do sorrir e do viver.

Reparei que verbos são mais quentes do que substantivos.
Amar é maior que o amor, porque o amor todos sabem o significado, mas amar é para poucos.
Eu vou morrer, mais dia menos dia, mas isso não significa o meu fim.

Viver.
Viver é diferente de vida. Todos tem uma, mas poucos sabem como transformá-la em verbo.
Abuse dos verbos com vontade, abraçar, viver, beijar, sorrir, dançar, cantar.. e amar. Amar sempre, no meio, no fim, e no começo.

listen


I'm more than what you made of me
I followed the voice you think you gave to me
But now I've gotta find my own, my own.