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sábado, 7 de abril de 2012

é amor.


Se não fosse amor, não haveria planos, nem vontades, nem ciúmes, nem coração magoado. Se não fosse amor, não haveria desejo, nem o medo da solidão. Se não fosse amor não haveria saudade, nem o meu pensamento o tempo todo em você.
-Se não fosse amor eu já teria desistido de nós...

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

tomorrow is a different day


E hoje voltou com tudo.
Foi só abrir sua foto para aquele sentimento jorrar de dentro de mim mais uma vez. Olhar nos teus olhos e me deixar afetar pelo mesmo olhar que um dia me encantou.
A verdade é que eu queria deixar isso pra lá, queria ser pra você o que você é pra mim.
Aquele dia já seria especial.
Mentira.
Ele não significaria um milésimo do que significa hoje, se não fosse por você. Que droga.
Tudo culpa sua; culpa da sua gentileza, seu sorriso simples, sua beleza sincera.
Eu passei a manhã seguinte inteira falando de você. Falando da agradável madrugada que passamos juntos e como suas ideias me tinham afetado.
E olha eu aqui. Tanto tempo já se passou, e ainda é você. Sou capaz de repetir perfeitamente tudo aquilo, como se fosse hoje. Sou capaz de me apaixonar por você todos os dias. E não porque você me conquista todos os dias.
É que eu tenho memória. E ela traz à tona minha mais profunda e secreta lembrança. A primeira, tão viva quanto a última.

Hoje voltou com tudo.
Só por hoje.

domingo, 24 de julho de 2011

all we want, all we need.


-Talvez você queira pensar melhor no futuro, no que realmente quer fazer. Minha cabeça não vai ser o lugar mais feliz da Terra. E você terá de sofrer comigo.
-Honestamente, vai ser mais fácil lidar com a sua dor do que enfrentar a minha. Eu entendo... talvez melhor do que você pensa. Ela é tudo o que você quer e tudo o que não pode ter.
- Você quer esquecer o que sente por Sam?
-Acho que sim. Eu só quero as opções que não tenho. Talvez eu nunca pensasse no assunto. É isso que é engraçado em saber que você não pode ter uma coisa. Você fica desesperado.
-E.. esse é o meu limite. Aqui mesmo. Esta conversa acabou.
- Tudo bem. Mas, voltando ao meu argumento original, o que mais queremos é sempre o que jamais poderemos ter.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

-



"Ouça-me, ouça o meu silêncio. O que falo nunca é o que falo e sim outra coisa. Capta essa outra coisa de que na verdade falo porque eu mesma não posso."

quinta-feira, 21 de julho de 2011

anulação.

Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável.
Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

segunda-feira, 11 de julho de 2011

fearless or not

I'm afraid to look in his eyes, and maybe find something in me, something about me. I'm afraid to feel any unexpected feeling and fall in my own truth. I wish I could make it right, I'm sure we can start over.
How to react, how to handle with it, how to look into your face and hide exactly what I need you to see. I'm running out of words.

If it's really meant to be than you can find a way to see.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Dois pesos, duas medidas

Sinto na pele agora a dor de tirar o band-aid. Nenhuma.
Talvez por pensar que seria insuportável, talvez por deixar o machucado fechado por tempo maior que o necessário. Era medo.

Teus olhos disseram tudo o que sua boca calou. Teimavam em entregar tudo aquilo que tanto você quanto eu não queríamos discurtir. There's no way back from here, já dizia nossa velha canção. O que fazer, insistir em quê? Não há estupidez maior do que teimar em pegar a mesma trilha na esperança de encontrar um caminho diferente. Nós somos jovens e somos livres. Eu não sou a solução para os teus problemas, e levou um tempo para eu finalmente perceber que também não sou um deles. Ninguém pode dizer que algo não foi meu porque eu não corri atrás. Eu tentei de tudo. Eu mastiguei a felicidade e te servi com Coca. Até que tomei a grande decisão de dar exatamente o que você pedia naquele tempo, aquilo que me queimava por dentro só de ouvir. Eu consegui.
Eu não desisti de mim, e por isso tirei o curativo.
Eu tirei e não sangrou. Não doeu tanto. Não em mim.

terça-feira, 19 de abril de 2011

não estou falando de um ano,

não, nem três ou quatro. Não é desse pra sempre que eu me refiro.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

lax


"This is so useless", he told me. And I knew by there, the particular thing I had inside was ambiguous. And useless.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

mas eu só te quero bem


"Sorria pra mim", ele me pediu, e é claro que eu sabia porque.
Fingi me assustar com um olhar feroz do professor nos intimando a parar de conversar enquanto explicava a Era Vargas e fiz 'depois' com as mãos, baixando os olhos pro livro.
Não, eu não queria sorrir. Minhas feições são mais perigosas que minhas palavras, e eu não posso te magoar, não no fim. Você vê claramente que meus olhos não brilham como os seus quando nos olhamos, mas você não vê o que não quer, não aceita a verdade. Fora que, aquele lance de mandar mensagens à tinta me deixou desconfortável. Fiquei muitos instantes parada, com a piloto na mão pensando em mil e uma frases que não sejam "eu estou irremediavelmente feliz por ter você do meu lado" nem um "foi muito bom ter te conhecido". Eu não poderia ser tão fria com alguém como você, apesar de tudo.
Por favor, não me entenda mal. Você me quer, mas eu só te quero bem.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

I won't get by


Senti o chão de madeira liso sob meus joelhos, depois sob a palma das mãos e, em seguida, comprimido sob a pele do meu rosto. Eu esperava estar desmaiando, mas, para minha decepção, não perdi a consciência. As ondas de dor que me haviam assaltado pouco tempo antes se erguiam agora com força e inundaram minha cabeça, puxando-me pra baixo.

Não voltei à superfície.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

distance


“Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é a saudade. Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade.Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa. Doem essas saudades todas. Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida.Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã. Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.Saudade é basicamente não saber. Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio. Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia. Não saber se ela ainda usa aquela saia. Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada, se ele tem assistido as aulas de inglês, se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua preferindo Malzebier, se ela continua preferindo suco, se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados, se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor, se ele continua cantando tão bem, se ela continua detestando o McDonald's, se ele continua amando, se ela continua a chorar até nas comédias.Saudade é não saber mesmo! Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer. É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso... É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer. Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...”



(Miguel Falabella)

o Adivinho


O serviço dos dias é apenas este:
trazer dias, levar dias.




O Tempo existe para apagar o Tempo.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

importa, sim.


..E você está em todos os cantos. Eu queria poder respirar pra ver se assim esse vazio entre nós pudesse ser preenchido e que você voltasse pra mim. Mas seria querer demais, porque a sua presença me deixa completamente sem fôlego.

Fico pensando nessa idiotice que estamos fazendo, deixando que o orgulho tome conta daquilo que temos de mais precioso. Só queria mesmo que você entendesse, que quando eu fecho os olhos é você que eu vejo, que quando meu telefone toca eu torço pra ouvir a sua voz, e que você me faça acreditar que eu não estou sozinha..

Só mais uma coisa, e eu vou pra casa.

Eu te amo.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

duas opções


Guardei a carteira e desci as escadas imaginando que horas seriam, e a bronca que eu levaria por ter que pedir pra ela vim me buscar tão tarde da noite. Três e vinte. Era mais seguro esperar o primeiro ônibus do que fazer uma ligação numa hora dessas pra casa.
Procurei meu celular na bolsa e, antes da primeira discagem, uma mão pousou no meu ombro. No primeiro momento eu senti aquela mão arder em mim. Não era possível. Eu precisava evitar. Me virei e era mesmo quem eu imaginei que fosse. Respondi o sorriso. Senti um par de olhos que vinham lá no mezanino fuzilarem minhas costas.
Eu sei que ele tambem sentiu, mas de qualquer forma aquilo não foi o suficiente, pelo menos naquele momento, pra faze-lo desistir de algo que eu sabia que aconteceria. Mas eu queria evitar.
Pelas mãos, fui levada até o stand de fora. Me comportei como uma fugitiva da prisão, andando com o maior cuidado do mundo como se o barulho dos meus passos pudessem me entregar.
Mas não havia nada de errado ali. Eu estava completamente segura.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

recompensa


Eu já estava até me esquecendo de como sua companhia me fazia bem.

Pedi pra que segurasse a batedeira enquanto eu ligava o forno. Você riu a minha blusa velha e te dei soco, na defensiva. Mas você revidou com um beijo e por um momento eu esqueci do mundo.

Só por um momento, porque no outro a batedeira começou a fazer barulho e o creme espirrou por toda a cozinha. Na geladeira, nos azulejos e no meu olho. Me desesperei vendo toda a receita voar, até que você desligou a tomada. Passei a mão pelos cabelos e lá estava mais uma parte do que seria um bolo. Você sorriu e disse que faríamos outro mais tarde, que não tinha problema.
Tive uma ótima ideia ao lançar um olhar significativo pro inútil resto da receita batida. Mas você foi rápido que eu e, prevendo minha ação, reagiu colocando o pote pra atrás, me afastando dele. Mas eu ainda consegui colocar o dedo. Passei no seu rosto mas, antes de rir do resultado, o pote já estava na minha cabeça escorrendo pelo ombro. Tentei te sujar com um abraço mas você correu.
Te perdi de vista e de repente a casa silenciou. Andei a passos lentos até que você me surpreendeu e me pego no colo, correndo na direção da piscina. Fechei os olhos já esperando o final frio e pensei em fingir uma cena, me fazer de brava. Mas como sempre sua ação foi mais rápida que meu próprio pensamento. A água gelada fez minha roupa grudar na minha pele, e eu senti suas mãos ainda me segurando.. você não tinha me jogado, apenas pulado comigo. Desejei que aquele clima jamais tivesse um fim.

sábado, 14 de agosto de 2010

incompatibilidade


César fora um dos primeiros a comprar uma televisão, logo que a novidade chegara à cidade. Contudo, em sua casa ninguém tinha permissão de ligá-la. Era ele quem determinava a hora e o que assistir.
No domingo, depois do café, ele ligava e reunia a família para assisti-la.

Claire, apesar de curiosa com a novidade, não gostava dos programas que o pai escolhia e preferia ir para o quarto ler. Ela tinha uma amiga que lhe emprestava alguns livros que ela lia às escondidas. Tinha certeza de que seus pais não aprovariam. Eram romances, e César só aprovava livros educativos, considerava os romances perniciosos e uma perda de tempo.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

um ponto, não. uma vírgula.


Fiz e refiz essa postagem várias vezes, mas não é à toa que a palavra SAUDADE não tem uma definição exata.
É só correr rumo à tradução pra língua inglesa.
O 'google tradutor' vai dizer que saudade se traduz por MISSING.
Até aí, beleza. Mas ao fazer o contrário, eu vi que MISSING passou para português como PERDIDO.

Não é sempre que algo perdido me dá saudade, e nem que o objeto ou pessoa que me dá saudade está perdido.

Quando a saudade não cabe no peito, transborda nos olhos. Sentir a saudade prova que valeu a pena, que trouxe felicidade e que tudo poderia durar pra sempre. E durará, dentro da memória. Nela está o cheiro da garagem do meu pai, que me dava vontade de ficar lá o dia todo de tão excêntrico que era. Está também a minha inocência, que por muitas vezes me faz falta. Está a ansiedade ao esperar a bateria do meu carrinho de controle remoto ficar cheia pra eu atropelar as revistas espalhadas no chão da sala. Saudade daquela prancha de isopor que arrancou um sorriso do rosto do meu pai quando consegui chegar até a beira do mar depois de pegar minha primeira super onda sem escorregar..

Ah, eu tenho muita coisa dentro da memória. Não há como odiar a saudade. Felicidade existe, é irmã dessa saudade.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

só preciso de você agora.


No escuro é difícil encontrar as teclas certas. E sem fazer barulho, não posso te acordar às três e quarenta da madrugada. Mas, está sendo muito difícil. Desde que você disse aquelas coisas pra mim, já se passaram de três o número de garrafas de uísque.

Você tem acordado e saído mais cedo pra não dizer 'bom dia', tem feito horas extras pra evitar meu abraço.. o abraço que já o consolou, que já o fez melhorar quando o dia tinha sido exaustivo. Me pergunto se eu já passei pela sua cabeça.. porque comigo acontece o tempo todo.

Passo as tarde olhando pra porta, esperando que você chegue mudado como da última vez.


O amor, que um dia existiu, está perdido por aí e você não se importa em procurar. Eu sei que eu prometi que eu não o aborreceria dizendo que estava sentindo falta dos momentos felizes e até das brigas, dos beijos na chuva.. Mas eu preciso agora, eu preciso de você, consegue me sentir?

Estou meio bêbada, perdi o controle, mas preciso de você agora.
Eu só quero te tocar e te abraçar, eu preciso de você.


Eu prefiro sentir dor do que não sentir nada.