Mostrando postagens com marcador james. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador james. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

tomorrow is a different day


E hoje voltou com tudo.
Foi só abrir sua foto para aquele sentimento jorrar de dentro de mim mais uma vez. Olhar nos teus olhos e me deixar afetar pelo mesmo olhar que um dia me encantou.
A verdade é que eu queria deixar isso pra lá, queria ser pra você o que você é pra mim.
Aquele dia já seria especial.
Mentira.
Ele não significaria um milésimo do que significa hoje, se não fosse por você. Que droga.
Tudo culpa sua; culpa da sua gentileza, seu sorriso simples, sua beleza sincera.
Eu passei a manhã seguinte inteira falando de você. Falando da agradável madrugada que passamos juntos e como suas ideias me tinham afetado.
E olha eu aqui. Tanto tempo já se passou, e ainda é você. Sou capaz de repetir perfeitamente tudo aquilo, como se fosse hoje. Sou capaz de me apaixonar por você todos os dias. E não porque você me conquista todos os dias.
É que eu tenho memória. E ela traz à tona minha mais profunda e secreta lembrança. A primeira, tão viva quanto a última.

Hoje voltou com tudo.
Só por hoje.

sábado, 30 de abril de 2011

smile's enough

"O seu sorriso pode ser o maior sarcasmo que você pode ter, pois basta um sorriso para todos acharem que está tudo bem" (Emma Watson)

segunda-feira, 25 de abril de 2011

.

Constantemente sinto saudade das coisas que perco, mas não as quero de volta.
Já doeu uma vez.

terça-feira, 19 de abril de 2011

você ainda é.


Na primeira vez que eu te vi, eu vi o amor.
Na primeira vez que você me tocou, eu senti o amor.
E depois de todo esse tempo, você ainda é aquele que eu amo.
You're still the one that I love.
Still the one.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

o sorriso mais lindo do mundo.


Tive que apertar o passo. Já estava quase chegando. Escondi o livro embaixo do casaco, coloquei o capuz e cerrei os olhos tentando vencer as grossas gotas que insistiam em atingir meu rosto. Eu devia estar bizarra. Correr sem os braços pra se equilibrar devia ser visualmente uma bizarrice.
Estava na esquina de casa quando tropecei e caí. Por sorte ou instinto, livrei meu rosto de um corte e coloquei as mãos na frente. Asfalto arde. Antes que eu pudesse pensar num grande palavrão para aquela cena, fui surpreendida por um par de olhos caramelos fixos e pertíssimos dos meus. Você estava agachado e segurava meu livro com uma mão e me estendia a outra. Sua aparição e gentileza inesperadas me paralisaram. Agora sim, eu parecia mesmo bizarra. Por um instante, achei que reprimia um riso pela minha falta de coordenação e meu tombo. Enganei-me. Ao perceber meu choque, você afastou minha franja molhada do rosto.


Foi a primeira vez que eu vi seu sorriso.


Foi contagiante a ponto de me fazer esquecer do pior tombo da minha vida. Segurei sua mão ainda estendida e, mesmo sussurrando, sua voz foi como música aos meus ouvidos. “Cadarço desamarrado”. Olhei pra baixo e meu cadarço sujo e traidor parecia zombar de mim. Mordi os lábios e abaixei os olhos, realmente envergonhada por ser vítima de algo tão infantil. Você levantou meu queixo e, com um sorriso tão grande e lindo que apertava seus olhos, você disse “Relaxa, prometo que não conto pra ninguém”.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

o despertar


Deitei na cama alguns minutos depois, resignada enquanto a dor finalmente resolvia aparecer.

Era paralisante, aquela sensação de que um buraco imenso tinha sido cavado em meu peito e que meus órgãos mais vitais tinham sido arrancados por ele, restando apenas sobras, cortes abertos que continuavam a latejar e a sangrar apesar de passar o tempo. Racionalmnte, eu sabia que meus pulmões ainda estavam intactos, e no entanto eu arfava e minha cabeça girava como se meus esforços não dessem em nada. Meu coração também devia estar batendo, mas eu não conseguia ouvir o som da minha pulsação nos ouvidos; minhas mãos pareciam azuis de frio. Eu me encolhi, abraçando as costelas pra não partir ao meio. Lutei para ter meu torpor, minha negação, mas isso me fugia.

E, no entanto, achei que podia sobreviver. Eu estava alerta, sentia dor, mas era administrável. Eu podia sobreviver a isso. Não pareca que a dor tivesse diminuído com o tempo; na verdade, eu é que ficara forte o bastante para suportá-la.

O que quer que tivesse acontecido naquela noite, tinha me despertado.

Pela primeira vez em muito tempo eu não sabia o que esperar da manhã.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

segura e lúcida

Este era o lugar errado para ir. Eu devia saber disso, mas para onde mais iria? A floresta era de um verde intenso e parecia demais com a cena do sonho da noite passada para que eu tivesse paz de espírito. Agora que não havia mais o som de meus passos ensopados, o silêncio era penetrante. As aves também estavam quietas, a frequência das gotas aumentava, então devia estar chovendo no alto. Agora que eu estava sentada, as samambaias eram mais altas que minha cabeça, e eu sabia que alguém podia andar pela trilha, a um metro de distância, e não me ver.
Aqui, nas árvores, era muito mais fácil acreditar nos absurdos que me constrangiam entre quatro paredes. Nada mudara nesta floresta há milhares de anos e todos os mitos e lendas de cem terras diferentes pareciam muito mais prováveis nesta névoa verde do que eu meu quarto claro.

Mas era tolice mórbida acolher essas ideias ridículas, era melhor eu voltar pra casa do John. Comecei a me perguntar se de fato seria capaz de sair dali. Segui o labirinto verde gotejante apressada, o capuz puxando meu rosto à medida que quase corria pelas árvores. Mas antes que o pânico fosse demasiado, comecei a vislumbrar espaços abertos pela teia de galhos. Eu já sabia o que fazer.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

importa, sim.


..E você está em todos os cantos. Eu queria poder respirar pra ver se assim esse vazio entre nós pudesse ser preenchido e que você voltasse pra mim. Mas seria querer demais, porque a sua presença me deixa completamente sem fôlego.

Fico pensando nessa idiotice que estamos fazendo, deixando que o orgulho tome conta daquilo que temos de mais precioso. Só queria mesmo que você entendesse, que quando eu fecho os olhos é você que eu vejo, que quando meu telefone toca eu torço pra ouvir a sua voz, e que você me faça acreditar que eu não estou sozinha..

Só mais uma coisa, e eu vou pra casa.

Eu te amo.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

eu estarei com você


Eu sei agora, apenas o suficiente: minha vida e amor têm que continuar no seu coração. E na sua mente.
Se eu pudesse fazer o tempo voltar eu teria ido para onde você foi.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Tap on my window, knock on my door


I don't mind spending everyday out on your corner in the pouring rain.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

game over


Na verdade, é cedo pra dizer adeus. Eu sei.
Eu sei que foi algo não planejado, que não era pra ter acontecido, mas.. deu certo e não era pra ter dado. Achei que não conseguiria colocar um ponto final em algo tão bom: mas aqui estou. E não foi justo. Mas esqueci de perguntar se seriam justos antes de entrar nesse jogo. Eu nem sei se isso está causando em você o que está em mim, porém essa é a minha verdade, está difícil lidar. Horrível mesmo seria se desejássemos que isso jamais houvesse acontecido, só para não passarmos pelo fim. Foi bom, aconteceu. Horas, dias, meses. Não foi bom pra você?

Será que seria mesmo melhor para nós todos, jamais termos deixado esse pino avançar?
Eu nunca esquecerei de quando eu escorreguei na calçada e, antes que eu pudesse me assustar, seu braço segurou o meu e rimos da sintonia.
Engraçado, eu falo como se você estivesse implorando pra ficar comigo, quando na verdade, eu mal entendo o que você quer, se é que quer alguma coisa.
Infelizmente, só me resta sentir falta das conversas que a gente nunca teve, e das suas alegrias que jamais serão minhas.
Mas eu não me arrependo, nenhum segundo, de ter deixado você ganhar de mim só pra ter um sorriso seu unicamente pra mim.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

promessas


A gente pode consertar isso, não vá embora. Cada passo que você dá fica mais difícil respirar. E quanto aos planos que você deixou pra trás?A pequena casa amarela perto da linha férrea, aquela que escolhemos juntos.. até pedimos que abaixassem um pouco o preço, para que fosse possível pagarmos aquela viagem que planejávamos fazer no meio do ano. E quanto a promessa que você fez de ficar comigo até o dia de sua morte? Disse que nunca iria embora.

A Claire esteve aqui no último domingo, tentar arrancar um sorriso do meu rosto. Espero que você não peça pra sua irmã fazer isso de novo, James. Ela se sentiu tão mal quanto eu. Percebi que ela olhava disfarçadamente pros porta-retratos vazios sobre a estante. Você arrancou tudo de mim, fez o serviço completo. "Será como se eu nunca tivesse existido na sua vida", como você prometera.
E quanto as promessas que você fez de ficar comigo até o dia de sua morte?

terça-feira, 20 de julho de 2010

menos eu.


Ah, James, eu deveria, não é mesmo? Eu sei que é tarde demais pra essas minhas considerações, mas só hoje eu sinto que eu deveria ter te provado, te perseguido, ter dito, nem que fosse pela última vez, que você é a única coisa que importa pra mim. Nem que isso me custasse a vida. Eu deveria ter dito tudo o que eu guardei dentro de mim, e talvez eu poderia ter feito você acreditar.. que o que tínhamos era tudo que nós sempre precisamos.

Naquela caixa embaixo da cama está tudo aquilo que, um dia, pertenceu a nós, mas que hoje faz parte do seu passado tanto quanto faz parte de tudo o que foi realmente bom na minha vida.

Eu durmo com aquela blusa que você me deu no meu aniversário. Eu fico me lembrando de como era bom, quando você me provocava na dose certa nos meus dias de mal humor. E daquela vez, que eu acordei com aquela maquiagem borrada, de ressaca e com o penteado amassado, e você disse, mesmo assim, que eu era linda como uma manhã de Natal. Todo mundo sempre soube que você era tudo o que eu precisava, menos eu. Mas se você está feliz, espero superar também, de alguma forma.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

James, não confie muito nisso.


Desliguei o telefone.
Fiquei pensando no que acabara de descobrir.
Você percebe, eu sabia que não era assim tão ruim quanto James me apresentara. E, de fato, não era apenas porque eu não queria acreditar que fosse uma pessoa ruim. Embora eu não quisesse acreditar que fosse uma pessoa ruim, mas.. ora, você sabe o que quero dizer.
Tive mesmo a sensação de que James mentia pra mim ou, no mínimo, exagerava muito, quando me disse que mulher horrorosa, infantil, egoísta sem consideração eu fora durante todo o nosso casamento.
Mas eu não conseguia entender qual o motivo de suas mentiras.
Minha sensação era de que ele tentara reduzir meu tamanho até o tamanho que lhe conviesse- ao dizer que eu fora uma pessoa assim.
Não gostara da minha auto-confiança. Assustara-se com ela. Assim, de uma maneira maldosa e cínica, decidira deixar-me inteiramente abalada, para que eu me tornasse dependente dele.
Mas que filho da puta.
Sabe acho que o odiei menos quando descobri que ele estava fazendo sexo com Denise. O que ele fizera agora constituía um tipo pior de traição.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

vagarosamente, a sanidade voltou.

A imensa camisola girava em torno de mim, ampla e agradavelmente, enquanto eu descia as escadas com as luzes apagadas. O telefone estava no andar de baixo, no hall. A única luz era a do poste na frente da casa, brilhando através dos vidros opala da porta de entrada.

Comecei a discar o número do meu apartamento em Londres. O ruído da discagem ecoava no silêncio. Soava como disparos de fuzil na quietude da sala. "Meu Deus", pensei, abalada, "os McLoughlin três casas adiante vão aparecer para se queixar do barulho."

Houve alguns cliques, enquanto o telefone em Dublin fazia a conexão com outro, de um apartamento vazio, numa cidade a 800 quilômetros de distância.

Deixei que tocasse, talvez umas cem vezes. Poderiam ser mil vezes.

O telefone tocava sem parar, chamando inutilmente alguém num apartamento frio, escuro e vazio. Pude imaginar o telefone tocando sem parar e a cama macia, lisa, onde ninguem dormia, sombras da janela lançadas em cima dela, enquanto as luzes da rua jorravam para dentro através das cortinas abertas- abertas porque não havia ninguem lá para fecha-las.

Mesmo assim, deixei-o tocar sem parar. E, lentamente, a esperança me abandonou.
James não atendia.
Porque James não estava lá.
James estava em outro apartamento. Em outra cama.
Com outra mulher.